Você é, para mim, curva como um rio
Onde eu, seco, insisto em me molhar
sem remos, faço um navego vadio
Sigo à deriva, deixo-me levar
Descendo seu leito sem achar desvios
Beiro suas margens, só penso em chegar
Ainda que às vezes pareça tardio
Juntos e cúmplices sairemos no mar
Mas incontáveis serão todas às vezes
Que, sedento, subirei à sua serra
Pra molhar minha boca à nascente
e admirar bem a vista que me dera.
E assim anos passam tão de repente
Eu descendo você por todos doze meses
sábado, 7 de abril de 2007
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3 comentários:
Adorei "abraçados", mas esse ta lindo!!!
Creio que desconfio a razão de o mar ocupar lugar de destaque no poema! hahaha
Adorei!
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